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sexta-feira, 22 de junho de 2012



Pe. Edimilson da Catedral da Sé de Crato que encomendou a restauração da NªSrª da Penha padroeira da cidade, no nicho ao fundo, por indicação do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) de Fortaleza. 2006.

Relembrando a restauração do Cristo Morto da Catedral da Sé do Crato. Escultura em cedro, corpo esculpido em tronco único do século XIX. Restaurado em 2009.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

domingo, 11 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PALESTRA NA UFC- CAMPUS DO CARIRI- JUAZEIRO DO NORTE-CE


Lucélia Mara e Gabriella Federico

Agradecimento especial a Lucélia Mara Serra e seu mais nobre e fiel colaborador Alexandre.

Precisava encontrar mais que uma razão para que “preservar” tivesse um significado. Perguntava-me: preservar o que, por quê? Mas, a dificuldade não foi essa, só depois quando se pensa quanto seja importante preservar arte de todas as formas, é que se encontra uma estrada reta cheia de estradas laterais e ás vezes becos sem saídas.



Podemos começar dizendo que restaurar tem que ser para preservar. Que? Arte, a inspiração que teve para alcançá-la, porque através dessa arte sempre sincera nos traços, nas cores, na intensidade, se encontra a influencia que teve o artista no momento, na época que a criou.


Até aqui nada de novo, todo mundo sabe disso o que eu acho e que: Precisamos utilizar estes argumentos, para identificar e criar definitivamente uma união de todas as influências históricas que a arte teve, nas varias regiões do Brasil para que cada brasileiro identifique a identidade do seu pais, se sinta só brasileiro, identidade data  das influencias dos seus antepassados de outras culturas, mas modificadas e por isso únicas. E assim e só assim o Brasil terá uma identidade confirmada, própria, como o seu idioma, o seu traço na arte virá sempre mais a ser somente dele e o país terá mais força e organização, se identificando através da preservação das artes, antiga e moderna e sendo um só.

Restaurar é ter consciência dos atos, responsabilidade das conseqüências de um gesto.

IGREJA SÃO FRANCISCO - JUAZEIRO DO NORTE-CE

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CAMPANHA NA UFC - PALESTRA COM MARIA GABRIELLA


As Bibliotecas da UFC promoverão durante a Campanha de Preservação do Acervo, cujo lema é "Cuide do Livro, Preserve o Saber", palestras, oficinas, exposições, apresentações artísticas e homenagem a leitores.
Dia 30 de novembro Maria Gabriella Federico estará realizando palestra sobre "restauração" no Campus da universidade.






segunda-feira, 14 de novembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

IMAGENS RESTAURADAS

CULTURA, ESPORTE E JUVENTUDE


Imagens Sacras do Museu Histórico do Crato começam a ser restauradas

08/10/2009

Começam a ser restauradas as imagens sacras do Museu Histórico do Crato. São 19 imagens, algumas delas com mais de 200 anos. O projeto foi selecionado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult), para apoio à preservação material, na modalidade de preservação de acervos museológicos, executado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude local, que administra o equipamento. Serão seis meses de um trabalho, que não envolve somente a recuperação das imagens, mas a conscientização sobre a importância do resgate da história local.

O trabalho de restauração está sendo feito pela italiana, Maria Gabriella Federico, restauradora que já vem realizando esse trabalho há 22 anos, desde o seu país de origem. Gabriela afirma que a imagem mais importante do museu, a de São Fidélis, co-padroeiro do município, tem mais de 200 anos e está bastante danificada. É a primeira a receber os cuidados de recuperação. Alguns dedos precisam ser refeitos e o trabalho é extremamente minucioso. Será um mês de trabalho, com o monumento em madeira provavelmente confeccionado pelos índios cariri e influência dos padres. Além dela, também está sendo restaurada a imagem de São Francisco, também uma das mais antigas do Museu.

Prefitura Municipal de Crato



REPORTAGEM

Maria Gabriella Federico Nasceu no Cairo em 30 de março de 1961. Com quatro anos de idade vai, com os pais para Itália, todos descendentes de Italianos. Em 30 anos de residência fixa em Roma, especializa-se em Restauração, Fotografia e Esculturas em barro, pintura sobre cerâmica com cozimento, micro jato de areia e douração. Cursa também decoração de paredes e falso mármore. Sempre com um olhar pelo Brasil realiza seu sonho em 1993, aonde vem pela primeira vez como curadora de uma exposição de Arte Moderna no Rio de Janeiro. A partir de 1996, mantém fixa suas raízes por aqui. Na Itália restaura várias obras como afrescos do século dezenove, escultura de madeiras do século dezoito, molduras e poltronas com douração e entre outros como as esculturas de mármore do Jardim interno do Palácio Real de Torino, pela ‘Sovrintendenza di Belle Arti’, importante órgão cultural na Itália. No Brasil começa restaurações de peças particulares no Rio Grande do Sul, depois Rio de Janeiro, onde restaura um painel de azulejos com 19m², em Vitória-ES obras particulares e em São Paulo trabalha com várias obras do Arquiteto Ney Marcondes. Nos últimos seis anos trabalha no estado do Ceará. Primeiro mantendo Fortaleza como residência permanente e depois de trabalhar no Crato, restaurando as primeiras obras suas no Cariri, apaixona-se mais ainda pela cultura local e muda-se decisivamente para a cidade. Entre as obras restauradas por aqui estão: Quatro imagens da Igreja da Sé do ano de 1920, ‘Nª Sª da Penha com São Simão’, ‘São José’, ‘Nª Sª do Coração de Jesus’ e ‘Santa Margarida a La Coque’, ‘Nª Sª da Conceição’, do século XVIII e ‘Menino Jesus’, ambas em madeira policromada, pertencentes ao acervo particular do Bispo D.Fernando Panico. E ‘NªSª da Conceição, do século XIX, em madeira policromada, em estilo barroco do acervo particular do Pe. Francisco Edmilson, Pároco da Cadetral da Sé. Em Missão Velha restaura ‘São José’, tamanho natural pertencente à Igreja Matriz. Em Mauriti, restaurou a ‘Nª Sª da Conceição’, em madeira policromada do século XIX de estilo clássico e origem brasileira, pertencente à Igreja Matriz e a imagem de ‘Santana’, também em madeira policromada do século XVIII, da Igreja Santana de Mauriti.



Maiores informações no blog de Gabí, como gosta de ser chamada:
nos contatos imediatos: 88 – 3521-1590 / 88 – 8834-9795
 
SITE; http://www.blogdocrato.com.br/

O CRATO GANHA

“Geralmente, este trabalho é feito aleatoriamente, sem o conhecimento científico”, destaca o historiador Armando Lopes Rafael, lembrando que Gabi veio para o Cariri, em 2006, por indicação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para restaurar a imagem de Nossa Senhora da Penha, padroeira da cidade do Crato.


Em seguida, restaurou a imagem de São José, padroeiro de Missão Velha. Em Mauriti, também na região do Cariri, a restauradora trabalhou detalhadamente na escultura de Nossa Senhora da Conceição, que fica no altar principal da Igreja Matriz. Um trabalho de restauração que a impressionou, segundo Armando, foi a imagem de Jesus Cristo crucificado na Catedral da Sé, no Crato. Havia quatro pinturas que escondiam uma obra de aproximadamente 200 anos.

Uma peça valiosa cujos traços lembram o trabalho de Aleijadinho — escultor, entalhador e desenhista mineiro Antônio Francisco Lisboa, considerado o maior expoente do estilo barroco nas Minas Gerais e das artes plásticas no Brasil. Enquanto retocava imagens, quadros e outros objetos antigos, a egípcia se apaixonava pelo Cariri que, segundo afirma, é uma terra diferente. “Aqui a gente consegue conviver com a modernidade e o medieval. Os grupos folclóricos, os hábitos e costumes do povo nos remetem à antigüidade” diz a restauradora Gabi.

Outro ponto que chamou a atenção da restauradora foi a arte caririense, a criatividade e o talento dos artistas regionais. Gabi ressalta também que o caririense é reservado, isto é, retraído, discreto, prudente e cauteloso no relacionamento com as outras pessoas.

Maria Gabriela Federico nasceu no Cairo, capital do Egito, mas morou durante muito tempo em Roma, a “cidade eterna”. Depois, Gabi deixou o velho mundo, com mestrado em Restauração de Objetos Antigos, para esculpir o seu próprio universo no Brasil. Terminou escolhendo o Cariri, mais precisamente o Crato, para montar a sua oficina de sonho, criatividade e reconstituição do passado para viver o presente. Atualmente, mora na Praça da Sé, onde um dia o frei Carlos Maria de Ferrara, conterrâneo de seus pais, fundou a cidade do Crato, em 1745, construindo a primeira capela que tem como padroeira Nossa Senhora da Penha, restaurada por Gabi.


Fonte: Diário do Nordeste - http://www.vermelho.org.br/pr/noticia.php?id_noticia=40297&id_secao=11